Discussões sobre a reforma da Previdência Social abrem campo para a procura de alternativas como complemento de renda no futuro
A expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somada ao envelhecimento da população, que impõe a necessidade de planejamento, há a iminência de uma reforma do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pretende alterar as regras depagamento de aposentadorias e pensões aos trabalhadores.
Num cenário de incertezas, o investimento em previdência privada é apontado por especialistas como alternativa mais do que viável: é primordial.
– Temos hoje mais de 20 milhões de aposentados pelo INSS no Brasil e, desses, somente uma pequena porcentagem é independente financeiramente, ou seja, possui qualidade de vida, utilizando o dinheiro recebido do INSS e algum complemento, como previdência privada ou reservas que ao longo de suas vidas conseguiram juntar. A situação é alarmante – explica o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros Reinaldo Domingos, que também é autor do livro Terapia Financeira.
Teste o simulador para saber o quanto você precisa investir:A previdência privada sozinha não garante uma aposentadoria tranquila, ela deve ser encarada como complemento do valor recebido pelo INSS. Quanto mais cedo investir, menor será o valor a ser pago mensalmente.
Menos de 2% dos catarinenses investem em previdência privada
Apesar da necessidade de garantir renda complementar na aposentadoria, a adesão a esses planos previdenciários ainda é baixa no país. Em Santa Catarina, somente 1,7% da população aposta nos fundos privados de pensão, que se dividem entre entidades abertas e fechadas, enquanto a média nacional é de 6,3%.
O motivo para esse contexto reside em três pilares: ausência de cultura previdenciária, desconhecimento acerca dos planos e falta de visão de longo prazo.
Pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar, revela que apenas 11% dos brasileiros consideram saber o suficiente a respeito do tema.
Outro estudo, da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, também confirma a realidade quando aponta o crescimento discreto de 0,72% do setor nos últimos três anos, mas acrescenta um potencial de crescimento para os próximos meses.
Reforma da Previdência vai afetar mais quem tem até 50 anos
– Pelo menos não falta dinheiro, porque a indisponibilidade financeira só representa 10% dos motivos para não adesão aos planos. O cenário nos mostra que, com as estratégias de fomento corretas, podemos dobrar a quantidade de participantes e atingir 5 milhões de pessoas – arrisca o diretor presidente da GAMA Consultores Associados, Antônio Fernando Gazzoni.
Fonte: http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2016/09/saiba-quando-e-a-hora-de-comecar-a-investir-em-previdencia-privada-7505696.html