FCR Advocacia

03/05/2018

Evento do Dia do Trabalhador proporciona comercialização de produtos da Economia Solidária

Iniciativa da SRT-MG, de 3 a 5 de maio, terá exposição de produtos artesanais, atrações culturais, atividades para conscientização sobre preservação ambiental e emissão de carteiras de trabalho

Pelo terceiro ano consecutivo, a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais (SRT-MG), por meio da Seção de Economia Solidária, promove, em comemoração ao 1º de maio, Dia do Trabalho, o evento de Economia Solidária Festa do Trabalhador e da Trabalhadora, que tem como destaque a feira de produtos artesanais. O evento será realizado de 3 a 5 de maio, em frente à sede da SRT-MG, no quarteirão fechado da Rua Tamoios, no Centro de Belo Horizonte, das 8h00 às 18h00 (nos dia 3 e 4) e 8h00 às 16h00 (no dia 5),
Durante a feira, a população poderá adquirir objetos artesanais produzidos por cerca de 55 artesãos de Empreendimentos Econômicos Solidários e beneficiários de políticas públicas do Ministério do Trabalho que atuam com a Economia Solidária em Minas Gerais e dela tiram seu sustento. Oriundos das cidades de Diamantina, Viçosa, Uberlândia e de municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, os feirantes estarão expondo e comercializando sua produção de artigos de cama, mesa e banho, objetos decorativos, brinquedos e alimentos orgânicos.
Além de fortalecer o comércio de produtos manufaturados locais, o evento também se constituirá, nesta edição, em instrumento de conscientização ambiental. De acordo com a chefe da Seção de Economia Solidária da SRT-MG, F. C., a realização do evento é oportuna para incentivar a prática de uma economia humanizada, com valorização do ser humano e da natureza. “Para a promoção de ações em prol do meio ambiente, incluímos na programação deste ano oficinas de plantação com práticas de compostagem e reciclagem, que visam orientar sobre o descarte correto dos resíduos gerados nos grandes centros urbanos e que prejudicam a natureza”, diz.
Em paralelo ao evento, a Superintendência também oferecerá aos visitantes serviços de emissão da carteira de trabalho e postagem de requerimentos de Seguro-Desemprego. Quem passar pelo local também estará convidado a participar das diversas atividades culturais que integram a programação, entre as quais a apresentação da Fanfarra do CAIC de Sabará e de músicos do Projeto Empreendendo Vidas, do Ministério do Trabalho. “É um momento especial, em que os trabalhadores e as trabalhadoras poderão conferir a alta qualidade dos objetos produzidos pelos empreendedores solidários de Belo Horizonte e ainda ter cesso aos serviços ofertados pela SRT-MG”, ressalta o superintendente regional do Trabalho de Minas Gerais, J. C. G. d. A..
A feira é realizada em parceria com o Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária e tem como apoiadores o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social em Minas Gerais (Sintsprev/MG), o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região Metropolitana, o Sindicato dos Vigilantes, o Sindicato dos Empregados em Edifícios, Asseios e Conservação (Sindeac), o Sindicato dos Servidores do Serviço Público Federal (Sindsep), o Sindicato dos Trabalhadores em Montagem Industrial em Geral de Minas Gerais (Sitramonti/MG e Vicariato/Aspa-Misereor.
A realização do evento é uma das ações previstas no I Plano Nacional de Economia Solidária, voltado para a promoção do direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável. Segundo F. C., o escoamento da produção é parte fundamental do plano. “Resultados favoráveis obtidos no processo da comercialização dos produtos proporcionam qualidade de vida aos empreendedores solidários e fortalecem o Movimento Popular da Economia Solidária”, avalia, lembrando que a iniciativa beneficiará a cerca de 250 famílias.
A Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Enquanto na economia convencional existe a separação entre os donos do negócio e os empregados, na Economia Solidária os trabalhadores também são donos. São eles que tomam as decisões sobre como tocar o negócio, dividir o trabalho e repartir os resultados. São iniciativas econômicas efetuadas no campo e na cidade, em que os trabalhadores estão organizados coletivamente, em associações e grupos de produtores; cooperativas de agricultura familiar; cooperativas de coleta e reciclagem; empresas recuperadas assumidas pelos trabalhadores; redes de produção, comercialização e consumo; bancos comunitários; cooperativas de crédito e clubes de trocas, entre outras. Os princípios da Economia Solidária são a cooperação, a autogestão, a ação econômica e a solidariedade.

Fonte: http://trabalho.gov.br/noticias/5823-evento-do-dia-do-trabalhador-proporciona-comercializacao-de-produtos-da-economia-solidaria