Sistema Antifraude do Ministério do Trabalho registrou e bloqueou 171 benefícios irregulares no estado, desde dezembro de 2016
Santa Catarina teve 171 requerimentos bloqueados pelo Ministério do Trabalho desde a entrada em operação do sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude), em dezembro de 2016. Até abril de 2018, as fraudes bloqueadas chegaram a quase R$ 1,2 milhão. “Esses recursos são destinados aos trabalhadores catarinenses, mas seriam desviados por quadrilhas criminosas. Nossa fiscalização com o Antifraude impediu esse desvio”, afirmou o ministro do Trabalho, H. Y..
A maioria dos casos foi registrada em Florianópolis, com 28 fraudes bloqueadas, totalizando um valor de R$ 190,7 mil. Depois, destacaram-se Joinville, com 20 casos e fraudes de R$ 139 mil; Itajaí, que teve 17 requerimentos bloqueados, chegando a R$ 117,2 mil; Araranguá, que em 16 fraudes bloqueadas atingiu R$ 106,1 mil; e São Bento do Sul, com 14 bloqueios e R$ 101,4 mil. Todas as 169 fraudes bloqueadas em Santa Catarina foram na modalidade Emprego Formal.
Nacional – Em todo o Brasil, o sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude) implantado pelo Ministério do Trabalho (MTb) em dezembro de 2016 já proporcionou uma economia de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos até abril de 2018. Com quase 62 mil requerimentos bloqueados nesse período, o Antifraude chega perto de R$ 313,7 milhões em fraudes bloqueadas em todo o Brasil. “Esses recursos seriam levados por quadrilhas organizadas que, ao longo do tempo, fraudaram e roubaram o dinheiro dos cofres públicos, mas agora elas estão sendo identificadas e interceptadas, com o uso da tecnologia de ponta”, afirma o ministro do Trabalho, H. Y..
Implantado no âmbito da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE), o sistema Antifraude é uma solução avançada de análise, que utiliza tecnologia de ponta para colher dados, informações e conhecimentos, subsidiando o processo de detecção de indícios de fraudes, conluios e riscos associados à gestão de recursos do Seguro-Desemprego, em todas as suas modalidades – Emprego Formal, Doméstico, Pescador e Bolsa Qualificação.
O secretário-executivo do MTb, L. A., explica que esta solução também inclui funcionalidades e recursos tecnológicos para auxiliar e alavancar as atividades de controle quando há manipulação, análise e tratamento de grandes volumes de dados. “Assim, construímos no Ministério do Trabalho uma Arquitetura de Informação, tipo Big Data, para combate à fraude”, diz A..
A economia total, no montante exato de R$ 965.589.391,00 até agora, inclui a soma de R$ 313.695.406,00 em fraudes já bloqueadas e R$ 651.893.985,00 em ilícitos previstos. No primeiro caso, a fraude já ocorreu, mas o MTb conseguiu impedir o pagamento de parcelas previstas; no segundo, são consideradas fraudes evitadas desde o início do projeto, além de uma projeção da Coordenação do Seguro-Desemprego de ilícitos que seriam cometidos nos próximos 12 meses, mas que foram impedidos com o uso da tecnologia. “A previsão é de chegar ao total de R$ 1 bilhão em economia para os cofres públicos em breve”, explica o ministro H. Y..
Desde a criação do sistema, o Ministério do Trabalho, em conjunto com a Polícia Federal, já deflagrou cinco operações de combate a fraudes no Seguro-Desemprego, que resultaram em 31 prisões.
Fonte: http://trabalho.gov.br/noticias/5860-santa-catarina-atinge-quase-r-1-2-milhao-em-fraudes-bloqueadas-no-seguro-desemprego